Pharmacological Management of Dementia with Lewy Bodies 2019

Esta revisão sobre o tratamento farmacológico da demência por Corpos de Lewy reforça os seguintes aspectos da doença:

1. A demência por Corpos de Lewy é considerada a 3a doença neurodegenerativa mais frequente no idoso, juntamente com a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

2. Os critérios diagnósticos exigem a presença de demência, juntamente com 2 ou mais dos seguintes achados: parkinsonismo, alucinações visuais, flutuação da atenção/agitação e desordens do sono REM.

3. A demência é caracterizada por alterações mais proeminentes da atenção e das funções executiva e visuoespacial (alteração precoce na cópia dos pentágonos e no desenho do relógio ou na cópia da figura de Rey.).

4. A atrofia hipocampal é mais tardia do que aquela observada na doença de Alzheimer.

5. Hipoperfusão precoce do córtex occipital, o que justifica o maior comprometimento da função visuoespacial.

6. Alta correlação histopatológica entre a demência por Corpos de Lewy e a doença de Alzheimer.

7. Presença de déficit colinérgico, justificando o uso de anticolinesterásico. O impacto da mamantina ainda é controverso.

8. O uso de antipsicóticos deve ser mais cauteloso do que na doença de Alzheimer, pela maior sensibilidade dos pacientes com demência por Corpos de Lewy e risco de desenvolvimento da síndrome neuroléptica maligna, particularmente com os antipsicóticos com maior ação antidopaminégica, como o haloperidol e olanzapina. Baixas doses de quetiapina ou o uso da pimavanserina (não disponível no Brasil) podem ser boas alternativas.

9. Alguns pacientes apresentam boa resposta ao uso de baixas doses de ácido valpróico (250mg bid) para o tratamento dos sintomas comportamentais e psicológicos da demência, como agitação psicomotora.

10. O uso de melatonina pode ser útil na presença de alterações do sono REM. 

ID: 194

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