Finding the Balance Between Benefits and Harms When Using Statins for Primary Prevention of Cardiovascular Disease- A Modeling Study 2019

 “O ano de 2019 começa com este belíssimo artigo, que nos alerta sobre o risco do uso agressivo de estatinas para o tratamento da dislipidemia. Em 2013, a American College of Cardiology/American Heart Association Cholesterol publicaram uma Diretriz sobre o tratamento da dislipidemia em adultos e um novo algoritmo para cálculo do Risco Cardiovascular (RCV), que incluiu o risco de IAM e AVC em 10 anos, com as variáveis idade (40 a 79 anos), raça, colesterol total, HDL, pressão sistólica, diabetes mellitus e tabagismo. Este documento recomenda o uso da estatina para reduzir o LDL-c em ≥ 50% do valor basal (alta intensidade) nos indivíduos portadores de doença aterosclerótica estabelecida (DAE) com idade ≤ 75 anos; naqueles com LDL-c ≥190mg/dl e nos portadores de diabetes mellitus e RCV ≥ 7,5%/10 anos. Em 2016,  a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) foi mais rigorosa, sugerindo um ponto de corte um pouco mais elevado (RCV ≥10% associado à presença de algum fator de risco). Todavia, Yebyo et al reavaliaram os riscos e benefícios do uso de estatinas (atorvastatina, rosuvastatina, sinvastatina e pravastatina) para prevenção primária, utilizando uma nova metodologia de modelagem de risco. Os resultados foram bastante interessantes e confirmam nossa conduta mais conservadora no uso de estatinas no idoso (A Arte da Desprescrição no Idoso, 2018). Os autores sugerem uma reavaliação dos pontos de corte do RCV, que podem chegar a 14 e 22%, dependendo da idade e sexo do paciente. Outro aspecto discutido é a importância da decisão compartilhada com o paciente. No nosso serviço, assumimos que o uso de estatinas não está indicado nos idosos com 75 anos ou mais (individualizar a decisão nos idosos robustos e/ou diabéticos) e nos idosos frágeis (estratos 6 a 10),independentemente da idade,como prevenção primária”. 

ID: 138

Observações
Necessário Logar